Portugal está sobre controlo financeiro externo .
O governo é como que não governe .
Ninguém julga banqueiros nem regulamenta o sistema bancário nem e os desmandos que este criou !
Há quase um milhão de desempregados e outros tantos com emprego precário e sem futuro .
Do dia 10 de Junho registo este discurso do prof. Sampaio da Nóvoa- clique para ver e ouvir .
Resumo :
"As palavras
não mudam a realidade. Mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar
consciência. E a consciência, essa sim, pode mudar a realidade.
As minhas primeiras
palavras são, por inteiro, para os portugueses que vivem situações de
dificuldade e de pobreza, de desemprego, que vivem hoje pior do que viviam
ontem.
É neles que penso
neste 10 de Junho.
A regra de ouro de
qualquer contrato social é a defesa dos mais desprotegidos. Penso nos outros,
logo existo (José Gomes Ferreira).É o
compromisso com os outros, com o bem de todos, que nos torna humanos. (...)
A arrogância do
pensamento inevitável é o contrário da Liberdade. E nestes estranhos dias, dias
duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não podemos prescindir da
Liberdade nem do futuro. (...)
O futuro , minhas senhoras e meus senhores,
está no reforço da sociedade e na valorização do conhecimento .
Há a liberdade de
falar e há liberdade de viver, mas esta só existe quando se dá às pessoas a sua
irreversível dignidade social (Miguel
Torga)..Gostaria de recordar perante vós o célebre discurso de
(Franklin Roosevelt) proferido num tempo
ainda mais difícil do que o nosso em 1941.
Diz Roosevelt
:- A democracia funda-se em coisas
básicas e simples : Igualdade de oportunidades, emprego para os que podem
trabalhar, segurança par os que dela necessitam. Fim dos privilégios para
poucos, preservação das liberdades para todos .Os sacrifícios têm de basear-se
numa forte consciência do social. Numa forte consciência do interesse
colectivo. Uma consciência que muitas vezes fomos perdendo na vertigem do
económico. Pior ainda fomos perdendo para interesses e grupos sem controlo que
concentram a riqueza no mundo e tomam
decisões á margem de qualquer principio ético ou democrático (...)
Em mar de águas
revoltas, é preciso manter o rumo, ter a sabedoria de separar o acessório do
fundamental. A Europa não é uma opção, é a nossa condição. Uma Europa com uma
nova divisa: liberdade, diversidade, solidariedade.
A Europa é o nosso
futuro, mas não nos iludamos. Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva (Manuel
Laranjeira). (...)
Pelo Tejo fomos
para o mundo...mas quantas vezes estivemos ausentes dentro de nós? Preferimos a
índia remota, incerta, além dos mares, ao bocado de terra em que nascemos (Teixeira de Pascoais). (...)
O heroísmo a que
somos chamados e, hoje, o heroísmo das coisas básicas e simples -
oportunidades, emprego, segurança, liberdade. O heroísmo de um país normal,
assente no trabalho e no ensino.
Parece pouco, mas é
muito, o muito que nos tem faltado ao longo da história. (...)
Existe
conhecimento. Existe ciência. Existe tecnologia. Mas não estamos a conseguir
aproveitar este potencial para transformar as nossas instituições e empresas,
para integrar uma geração qualificada que, assim, se vê empurrada para a
precariedade e para o desemprego. (...)
Lisboa é dos
poetas. Em Abril, a poesia esteve na rua e fez-nos emergir da noite e do
silêncio. A poesia volta sempre à rua, através desta língua que é a nossa mátria, desta língua que nos permite
estar connosco e com os outros, nas comunidades que nos multiplicaram pelo
mundo e nos países que são parte de nós.
25
anos depois, não esqueço José Afonso: Enquanto há força, cantai rapazes, dançai
raparigas seremos muitos seremos alguém, cantai também.
Cantemos todos por um país solidário. Por um país que assegura o direito
às coisas básicas e
simples.Por um país que se transforma a partir do conhecimento.
Não podemos ser ingénuos. Mas denunciar
as ingenuidades não significa pôr de lado uma vida limpa e de um tempo justo (Sofia)."
António Nóvoa
A marcar o tempo e o calendário desloquei-me à vila raiana de Monção para assistir aos festejos de Corpo de Deus . Um dia santo, que por negociatas fiduciárias vai ser extinto .
A supressão de feriados e dias santos é um atentado cultural , etnográfico e antropológico que o actual governo está a fazer !
PORTUGAL encontra-se em recessão histórico - cultural , ainda há quem imbecilmente considere este regime uma democracia !
Vila Praia de Ancora
Monção - festa de corpo de deus
Paredes de Coura !