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31/07/2016

JULHO 2016 É Festa da " Benção do gado em Riachos" !

A festa da bênção do gado 

 realiza-se de quatro em quatro anos ...
- Alusiva a uma lenda de religiosidade campesina, a povoação torna-se um museu vivo 

durante uma semana !











16/04/2014

UM ALBUM FOTOGRÁFICO " Antes de Abril "

 
Depois mais tarde falaremos sobre as imagens 
porque todas tem uma 'istória' a três e mais dimensões .

Consulte o Link 



 

15/05/2012

FEIRA QUINHENTISTA

MAIO  COMEÇOU COM MUITA AZAFAMA EM TORRES NOVAS . 
 CENTENAS DE FIGURANTES DO MOVIMENTO ASSOCIATIVO PARTICIPARAM NO DOTE DA PRINCESA. 
 A FEIRA  Quinhentista  FOI O GRANDE MARCO .
 Algumas imagens .






24/04/2012

Digressão Artístico-Cultural com o CORAL CALÇADA ROMANA

OLIVENÇA, vista da Torre de Menagem
Entre os dias 21 e 22 de Abril , O Coral Calçada Romana, Fez Concertos em Maimona e Aceuchel - Localidades de ALMENDRALEJO .

Concerto No Teatro - Cine de Maimona


Integrada na digressão, esteve uma visita a Olivença, uma localidade fronteiriça que deveria ser administrada por Portugal mas que a vizinha Espanha mantém em seu poder como potência ocupante ...

25/03/2012

Espectáculo No Teatro Virgínia em período Pascal


" IL RISORTO ", ( O ressuscitado)- Um musical rock livremente adaptado subiu ao Palco do Teatro Virgínia na noite de sábado . Parabéns ao "Grupo de Jovens da Paróquia do Pedrogão por tão excelente espectáculo. O Voluntariado e o prazer cultural em prol da comunidade estão para além de todas as crises. Viva a CULTURA!


01/10/2011

DIA MUNDAL DA MÚSICA


Uma homenagem e um abraço de carinho a quem trabalha esta vertente cultural .
oiçamos o álbum Ante estreia -
AQUI

http://samuelvelho.bandcamp.com/

31/08/2011

ANTE- ESTREIA - Um CD do Samuel





Clique AQUI

ANTE -ESTREIA






PALAVRAS DO ARTISTA

Depois de tantos projectos musicais, depois de tanta formação musical e auditiva, teoria, prática, licenciaturas e blábláblá... porque não fazer um álbum a solo?
Actualmente em gravações, e a compôr uns novos temas de vez em quando, quando a inspiração se intromete...

Samuel Velho nasceu em Lisboa, cresceu no Ribatejo e vive actualmente em Castelo Branco.

Informação

Samuel Velho, um jovem músico português, lança o seu primeiro trabalho a solo, intitulado "Ante-Estreia". Este trabalho serve como apresentação do álbum "Fractais" a sair no Inverno de 2011, e inclui quatro músicas originais que sairão nesse mesmo álbum, mais três originais bónus, exclusivas da edição do "Ante-Estreia". Para os artistas gráficos mais interessados, está também aberto o concurso para a capa de CD do álbum "Fractais", no Facebook.
Rock Independente com letras em português, guitarra acústica para criar um ambiente de contar histórias, flauta transversal como elemento inovador a dar um aroma céltico, para além da bateria, baixo, e teclados, tudo composto, tocado e produzido pelo próprio. As canções entram no ouvido, e reflectem influências interventivas numa sociedade incongruente, para além de paixões saudosistas e momentos vivenciados pelo cantautor.
Este projecto a solo é um lançamento independente, sem qualquer apoio de editora. Tem a intervenção do reconhecido músico e produtor Mário Barreiros, em duas músicas, e já ultrapassou várias centenas de visualizações só na primeira semana.


16/07/2011

Digressão à Cantábria e País Basco




Entre os dias 8 e 12 de Julho , O Coral Calçada Romana de Alqueidão da Serra - Porto de Mós, realizou uma digressão artística cultural à Cantábria e Pais Basco . Do reportório faziam parte peças de Händel, Bach,Zeca Afonso e do tomarense Lopes Graça entre outros arranjos do Professor J. Vicente Narciso - Maestro deste Coral .
Por convite e companhia aqui damos conta:

10/09/2010

Maranhos à mesa - Uma tradição Beirã


A RECEITA

Dicas para a confecção: Depois de bem lavado, corta-se um bucho grande em bocados que se cosem com a agulha e linha dando-lhe a forma de sacos. Cortam-se em bocados a carne, o presunto e o chouriço, pisam-se os... alhos com sal e juntam-se às carnes. Adiciona-se vinho branco, azeite, arroz lavado cru, salsa e hortelã. Mistura-se tudo e deita-se o preparado nos sacos, sem os encher completamente. Fecha-se a abertura, cosendo-os com a agulha e linha. Introduzem-se os maranhos em água abundante a ferver e temperada com sal e hortelã e deixam-se cozer.
INGREDIENTES : Arroz, Azeite, Bucho de carneiro ou enchidos, Chouriço, Hortelã, Perna de carneiro ou chibato, Presunto, Vinho branco, Sal

Afigura-se-nos que o aparecimento do maranho, enchido característico dos Concelhos de Proença-a-Nova, e Sertã esteja relacionado com o facto desta zona do pinhal ser, por excelência, zona de caprinicultura.

O maranho, como se pode deduzir da receita, é dos enchidos mais ricos, pois leva a melhor carne do cabrito ou da cabra, o melhor do porco - presunto e chouriço magro, a que se junta o arroz e a hortelã, que lhe dá um aroma e gosto característico.

A designação de maranhos está relacionada como facto de todos os ingredientes serem colocados dentro de um saco de pele, feito a partir do estômago das cabras, a que depois de bem lavado, se dá a forma mais ou menos semelhante à dos paios (enchido de carne magra).

Este enchido, antigamente era servido apenas em alturas festivas, como na festa Anual do Padroeiro as Aldeia ou nos casamentos mais "ricos". Assim, na ementa tradicional, o maranho enriquecia o cozido, onde imperavam as couves de repolho ou tronchudas da horta.

18/06/2010

Tributo a José Saramago













José Saramago , faleceu em Lanzarote -Canárias a 18 de junho de 2010
Aqui fica um trecho de prosa que lhe valeu um Nobel

A PROSA QUE VALEU UM NOBEL

D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou. Já se murmura na corte, dentro e fora do palácio, que a rainha, provavelmente, tem a madre seca, insinuação muito resguardada de orelhas e bocas delatoras e que só entre íntimos se confia. que caiba a culpa ao rei, nem pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso são repudiadas tantas vezes, e segundo, material prova, se necessária ela fosse, porque abundam no reino bastardos da real semente e ainda agora a procissão vai na praça. Além disso, quem se extenua a implorar ao céu um filho não é o rei, mas a rainha, e também por duas razões. A primeira razão é que um rei, e ainda mais se de Portugal for, não pede o que unicamente está em seu poder dar, a segunda razão porque sendo a mulher, naturalmente, vaso de receber, há-de ser naturalmente suplicante, tanto em novenas organizadas como em orações ocasionais. Mas nem a persistência do rei, que, salvo dificultação canónica ou impedimento fisiológico, duas vezes por semana cumpre vigorosamente o seu dever real e conjugal, nem a paciência e humildade da rainha que, a mais das preces, se sacrifica a uma imobilidade total. depois de retirar-se de si e da cama o esposo, para que se não perturbem em seu gerativo acomodamento os líquidos comuns, escassos os seus por falta de estímulo e tempo, e cristianíssima retenção moral, pródigos os do soberano, como se espera de um homem que ainda não fez vinte e dois anos, nem isto nem aquilo fizeram inchar até hoje a barriga de D. Maria Ana. Mas Deus é grande.

Quase tão grande como Deus é a basílica de S. Pedro de Roma que el-rei está a levantar. É uma construção sem caboucos nem alicerces, assenta em tampo de mesa que não precisaria ser tão sólido para a carga que suporta, miniatura de basílica dispersa em pedaços de encaixar, segundo o antigo sistema de macho e fêmea, que, à mão reverente, vão sendo colhidos pelos quatro camaristas de serviço. A arca donde os retiram cheira a incenso, e os veludos carmesins que os envolvem, separadamente, para que se não trilhe o rosto da estátua na aresta do pilar, refulgem à luz dos grossíssimos brandões. A obra vai adiantada. Já todas as paredes estão firmes nos engonços, aprumadas se vêem as colunas sob a cornija percorrida de latinas letras que explicam o nome e o título de Paulo V Borghese e que el-rei há muito tempo deixou de ler, embora sempre os seus olhos se comprazam no número ordinal daquele papa, por via da igualdade do seu próprio. Em rei seria defeito a modéstia. Vai ajustando nos buracos apropriados da cimalha as figuras dos profetas e dos santos, e por cada uma fez vénia o camarista, afasta as dobras preciosas do veludo, aí está uma estátua oferecida na palma da mão, um profeta de barriga para baixo, um santo que trocou os pés pela cabeça, mas nestas involuntárias irreverências ninguém repara, tanto mais que logo el-rei reconstitui a ordem e a solenidade que convêm às coisas sagradas, endireitando e pondo em seu lugar as vigilantes entidades. Do alto da cimalha o que elas vêem não é a Praça de S. Pedro, mas o rei de Portugal e os camaristas que o servem. Vêem o soalho da tribuna as gelosias que dão para a capela real, e amanhã, à hora da primeira missa, se entretanto não regressarem aos veludos e à arca, hão-de ver el-rei devotamente acompanhando O santo sacrifício, com o seu séquito, de que já não farão parte estes fidalgos que aqui estão, porque se acaba a semana e entram outros ao serviço. Por baixo desta tribuna em que estamos, outra há também velada de gelosias, mas sem construção de armar, capela fosse ou ermitério, onde apartada assiste a rainha ao ofício, nem mesmo a santidade do lugar tem sido propícia à gravidez. Agora só falta colocar a cúpula de Miguel Ãngelo, aquele arrebatamento de pedra aqui em fingimento, que, por suas excessivas dimensões, está guardada em arca à parte, e sendo esse O remate da construção lhe será dado diferente aparato, que é o de ajudarem todos ao rei, e com um ruído retumbante ajustam-se os ditos machos e fêmeas nos mútuos encaixes, e a obra fica pronta.(…)


MEMORIAL DO CONVENTO, José Saramago, Edrt. Caminho


José Saramago é merecedor de toda a minha admiração! Independentemente da sua personalidade.

Soube impor-se pela sua inteligência, lucidez, imaginação, irreverência e saber. Saramago, ficará na história como um grande português do Século XX porque soube afirmar-se sem se submeter e porque essa afirmação é a sua própria identidade, sem cosmética, disfarce ou hipocrisia.Saramago foi, e será uma honra para Portugal.


Saramago dispensa obituário .


No silêncio dos olhos


Em que língua se diz, em que nação,
Em que outra humanidade se aprendeu
A palavra que ordene a confusão
Que neste remoinho se teceu?
Que murmúrio de vento, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos
Dirão, em som, as coisas que, calados,
No silêncio dos olhos confessamos?


in "Os poemas possíveis"

"Levantado do Chão. Do chão sabemos que se levantam as searas e as árvores, levantam-se os animais que correm os campos ou voam por cima deles, levantam-se os homens e as suas esperanças. Também do chão pode levantar-se um livro, como uma espiga de trigo ou uma flor brava. Ou uma ave. Ou uma bandeira. Enfim, cá estou outra vez a sonhar. Como os homens a quem me dirigo."
Saramago continua !Ele está entre nós !
J/cV