12/11/2019

Aguarela de Outono


AGUARELA OUTONAL

Aragem ritmada,
Canta o vento na alpendrada
numa cantata rimada. 

O sopro na ramaria
tem cá uma melodia
que faz soltar alegria.

Oiço na janela a aragem
Desperto duma miragem
Com ela faço viagem.

Salta em delírio fagueiro
um peito de ar feiticeiro
Ela serena e eu festeiro
Ouso um falar lisonjeiro
na busca de encantamentos
Procurando mil alentos
entre beijos ternurentos
P'ra nunca termos tormentos.

José Da Costa Velho

 #Hemisfério Norte 2019






03/04/2019

Primavera 2019

 Uma historia de café em Campo Maior 



18/12/2018

Dezembro de 2018 Mais uma vez Natal


No Outono,
choram as árvores folhas
No chão do jardim.
Meus
cabelos de prata,
vão chorando assim.
Não tendo adipsia

Sêde  já tive e  sede terei
da água que serei
e coisa pouco rara
 num corpo que se mexe,
e ondula a seara
Abeberado estarei 
depois de me dessesedentar dum mundo sedento 



UM NATAL DEPOIS !
[José Da Costa Velho]

 Vai haver um Natal em que eu não veja
e seja cego surdo e mudo…
haja um vazio de família e de tudo
sem cânticos nem luzes
nem comemorações…
Um Natal sem barbaças…!
Sem menino … Sem reis!...
Sem dinheiro com que comprareis?

Estarei só comigo,
sem luz, numa treva escolhida
sem voz e sem ouvido…
poeta sem caminho
vítima do mesquinho
domiciliado sem carinho.

Há-de vir esse Natal sem correria
sem bolos e outra iguaria
Um Natal de muitos nadas
onde não haja rabanadas
Eu já não exista
mas toda a gente insista,
que haja festa na estrada !
Seja sempre Natal e nasça uma Alvorada !


Colectânea Efeméride ®2020



02/10/2018

JUlho / Agosto e Setembro um trimestre a navegar


COLHEITA 
José Da Costa Velho ] 
  
Já me procurei
num amor
que não havia

Já me encontrei
Numa eira com ondas de trigo

Um sítio onde os malhos
entoavam canções de revolta
para beijar o pão.

Ao redor, os carvalhos
ancoravam o  vento
e o silêncio do céu
dava lugar à prece.
Uma prece de agradecimento !

Os olhos de pasmo encontraram  afecto
Nos lençóis de crepúsculo
Em que adormece a tarde!








28/06/2018

Junho Santos Populares

Santo António  casamenteiro
já não é o milagreiro

30/05/2018

MAIO. FLORIDO MAIO

A CAPITAL CONTÍNUA  EM MUDANÇA




LISBOA  DISTANTE

LISBOA,
desse teu rio que nos leva para longe
ao encontro de penínsulas,
ou terras bem arejadas
sempre a buscar novas praias
baias ou enseadas
em ilhas desencantadas.
Andas LISBOA distante,
mudada noutra roupagem
alugada a estrangeiros
que nunca te dão vantagem,
ficas perdida cansada
e na noite deleitada
nada é como era dantes
espreguiçando as colinas
sem sentir como és usada !!!

Lisboa que foste minha
Tu que me fizeste marca
Lisboa desmerecida
das gentes do desenrasca.
LISBOA da sedução,
tens na marcha adoração
por dar sabor às sardinhas…
Sem varinas nem ardinas
Essa história hoje é passado
Em coração destroçado …

LISBOA noite assombrada
LISBOA TAL COMO ÉS HOJE
NÃO SEI SE SERÁS AMADA?

Desperta em nova maré
Contigo dormem os corvos
Nesse rio de funduras
Sentes o meu coração,
Acontecem as loucuras 
O mar desperta o pregão
Desprende vaga alterada
De quem te quer acordada!

® José da Costa Velho
  Maio de 2018#-


18/04/2018

Que linda é a Primavera



 Flores :- Recebe as flores que te dou !

02/03/2018

Chove e ainda bem Troveja mais é ao longe

Torres Novas e a várzea acordaram com chuva intensa ...Uma necessidade que os campos desejavam
Para a posteridade  as imagens por lembrança .