09/01/2021

2021- um ano de muita apreensão





O Ano 2021 começa com muita apreensão. Num território com 95mil quilómetros quadrados e 10 milhões de almas, contamos dezenas de mortes ao almoço e outras dezenas ao jantar. É triste, mas num surto viral planetário com infecçiosidades de milhares de pessoas diariamente é o que está a dar .

Vai haver eleições presidenciais em Portugal onde segundo as sondagens o populismo sairá vencedor ...

Já não se defendem ideologias como no passado. A responsabilidade cidadã muito manipulada pela propaganda dos ‘midia’ tudo tem destroçado  !

Os USA mudam de presidente, populações divididas manifestam-se algo descrentes ... A UE vai se desagregando  e o pós pandemia verá possivelmente um Mundo segregando ? !

 A rutura com um sistema de más políticas sociais trás ondas de violência onde o assalto havido ao capitólio parece ser fruto dessa violência.

   A CHINA muda e engrandece-se, na mesma proporção do definhamento ocidental. O Valor do dinheiro e o valor da guerra fazem-se numa diferente contabilidade. O ser humano está farto de conflitos bélicos e maior conhecedor do mundo e da vontade, já não se disponibiliza para ser ‘sofredor ‘. Viver em felicidade marca a hora !

05/05/2020

Estamos a viver um surto viral que passou a pandémico a nível mundial .
No domínio do Social, este estado sanitário está a subverter muita da ordem instalada na nossa sociedade
Houve confinamento e paragens de inúmeras atividades associativas, económicas, escolares, e de lazer que afectaram o viver Colectivo . Mazelas há que estão por contabilizar e a oferta de mão de obra crescente vai provocar uma exigência política numa resposta necessária à frustração e miséria instaladas. A sementeira do capitalismo não pode colher uma sociedade de resignados mas sim frutificar uma sociedade de revoltados, empreendedores, contra situações adversas, e criadores dum novo modelo de sociedade de partilha, e um maior equilíbrio na distribuição dos bens da terra .
Hoje assinalamos pela 1ª vez , O Dia Mundial da Língua Portuguesa. Que ela nos sirva para com sabedoria e humanismo fazermos algo de bom por Portugal e pelo Mundo.

J/ CVelho - 5 de Maio de 2020

12/11/2019

Aguarela de Outono


AGUARELA OUTONAL

Aragem ritmada,
Canta o vento na alpendrada
numa cantata rimada. 

O sopro na ramaria
tem cá uma melodia
que faz soltar alegria.

Oiço na janela a aragem
Desperto duma miragem
Com ela faço viagem.

Salta em delírio fagueiro
um peito de ar feiticeiro
Ela serena e eu festeiro
Ouso um falar lisonjeiro
na busca de encantamentos
Procurando mil alentos
entre beijos ternurentos
P'ra nunca termos tormentos.

José Da Costa Velho

 #Hemisfério Norte 2019






03/04/2019

Primavera 2019

 Uma historia de café em Campo Maior 



18/12/2018

Dezembro de 2018 Mais uma vez Natal


No Outono,
choram as árvores folhas
No chão do jardim.
Meus
cabelos de prata,
vão chorando assim.
Não tendo adipsia

Sêde  já tive e  sede terei
da água que serei
e coisa pouco rara
 num corpo que se mexe,
e ondula a seara
Abeberado estarei 
depois de me dessesedentar dum mundo sedento 



UM NATAL DEPOIS !
[José Da Costa Velho]

 Vai haver um Natal em que eu não veja
e seja cego surdo e mudo…
haja um vazio de família e de tudo
sem cânticos nem luzes
nem comemorações…
Um Natal sem barbaças…!
Sem menino … Sem reis!...
Sem dinheiro com que comprareis?

Estarei só comigo,
sem luz, numa treva escolhida
sem voz e sem ouvido…
poeta sem caminho
vítima do mesquinho
domiciliado sem carinho.

Há-de vir esse Natal sem correria
sem bolos e outra iguaria
Um Natal de muitos nadas
onde não haja rabanadas
Eu já não exista
mas toda a gente insista,
que haja festa na estrada !
Seja sempre Natal e nasça uma Alvorada !


Colectânea Efeméride ®2020



02/10/2018

JUlho / Agosto e Setembro um trimestre a navegar


COLHEITA 
José Da Costa Velho ] 
  
Já me procurei
num amor
que não havia

Já me encontrei
Numa eira com ondas de trigo

Um sítio onde os malhos
entoavam canções de revolta
para beijar o pão.

Ao redor, os carvalhos
ancoravam o  vento
e o silêncio do céu
dava lugar à prece.
Uma prece de agradecimento !

Os olhos de pasmo encontraram  afecto
Nos lençóis de crepúsculo
Em que adormece a tarde!