COMO ASAS Vejo a lua a cintilar quando te despes Mesmo em dias de trovoadas mais agrestes O teu corpo desnudo é Um poema. Perco-me a voar Neste deslumbre agora À tua dádiva Em noite amena . O meu querer nunca procura hora .
Vem na ondulação Um êxtase derradeiro, Faz da nossa união Um sentir verdadeiro.
Nós e os laços seguramos abraços
José Da Costa Velho
Tenho chuvas de Setembro, [ Alfeu Aurora ]
Tenho chuvas de Setembro, a marcar as desfolhadas Hoje cobertas as casas Acolheram velhas asas ! Setembro, contentamento pode dar outra colheita Desemboco estiolar Sobre uma aura imperfeita .
As vindimas, trazem tréguas Nos calores da relação Vamos por montes e vales Desaguar coração !
Neste caminhar de léguas O milho transformo em pão !
A Várzea, é terra de abundância regada na fertilidade de múltiplos e variados trabalhos "Os Campos, podem ser de alguns, de um, de muitos ou de todos" Façamos partilha em todos os Campos.
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APRESENTAÇÃO
Nos primórdios da sua existência, a Várzea estendia-se da foz da Ribeira do Alvorão até às Ferrarias, reorganização orográfica do espaço modificou-lhe os contornos sem que para o efeito (ao que se sabe) fosse feito qualquer estudo de impacte ambiental. A várzea foi invadida por unidades industriais, atravessada por estradas e uma auto-estrada, sofreu aterros vários por motivo de interesses inconfessáveis.
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