18/12/2018

Dezembro de 2018 Mais uma vez Natal


No Outono,
choram as árvores folhas
No chão do jardim.
Meus
cabelos de prata,
vão chorando assim.
Não tendo adipsia

Sêde  já tive e  sede terei
da água que serei
e coisa pouco rara
 num corpo que se mexe,
e ondula a seara
Abeberado estarei 
depois de me dessesedentar dum mundo sedento 



UM NATAL DEPOIS !
[José Da Costa Velho]

 Vai haver um Natal em que eu não veja
e seja cego surdo e mudo…
haja um vazio de família e de tudo
sem cânticos nem luzes
nem comemorações…
Um Natal sem barbaças…!
Sem menino … Sem reis!...
Sem dinheiro com que comprareis?

Estarei só comigo,
sem luz, numa treva escolhida
sem voz e sem ouvido…
poeta sem caminho
vítima do mesquinho
domiciliado sem carinho.

Há-de vir esse Natal sem correria
sem bolos e outra iguaria
Um Natal de muitos nadas
onde não haja rabanadas
Eu já não exista
mas toda a gente insista,
que haja festa na estrada !
Seja sempre Natal e nasça uma Alvorada !


Colectânea Efeméride ®2020



Sem comentários: