17/02/2010

Ontem vi um Entrudo mascarado de PESSOA

Hoje, a comemorar as cinzas nada melhor que a INVENÇÃO do AMOR por Daniel Filipe

Para se compreender bem o poema "A Invenção do Amor" de Daniel Filipe, é preciso ter em consideração o tempo histórico em que ele foi escrito: o da ditadura de António de Oliveira Salazar, ditadura essa que gostava de proclamar aos quatro ventos que era um baluarte na defesa da civilização ocidental e dos seus valores. Ao lermos este poema, facilmente compreenderemos porque razão Daniel Filipe foi tão perseguido pela ditadura, tendo sido várias vezes preso e torturado pela PIDE.


extractos do poema:- "Importa descobri-los onde quer que se escondam
antes que seja demasiado tarde e o amor como um rio inunde as alamedas, praças, becos calçadas, quebrando nas esquinas"

"Depois das seis da tarde é proibido circular
Avisa-se a população de que as forças da ordem
atirarão sem prevenir sobre quem quer que seja"


A INVENÇÃO DO AMOR
Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e
detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa
esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração
e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
Embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta
fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia

Há
pesadas sanções paras os que auxiliarem os fugitivos


Chamem as tropas aquarteladas na província
convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos
Decrete-se a lei marcial com todas as suas consequências
O perigo justifica-o
Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade
É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja demasiado tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas

Fechem as escolas
Sobretudo protejam as crianças da contaminação
Uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste
Inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo
Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros. É absoIutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que se fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade

Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio
das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas

Procurem os guardas dos antigos universos concentracionários
precisamos da sua experiência onde quer que se escondam
ao temor do castigo

Que todos estejam a postos
Vigilância é a palavra de ordem
Atenção ao homem e à mulher de que se fala nos cartazes
À mais ligeira dúvida não hesitem denunciem
Telefonem à polícia ao comissariado ao Governo Civil
não precisam de dar o nome e a morada
e garante-se que nenhuma perseguição será movida
nos casos em que a denúncia venha a verificar-se falsa

Organizem em cada bairro em cada rua em cada prédio
comissões de vigilância. Está em jogo a cidade
o país a civilização do ocidente
esse homem e essa mulher têm de ser presos
mesmo que para isso tenhamos de recorrer às medidas mais drásticas

Por decisão governamental estão suspensas as liberdades individuais
a inviolabilidade do domicílio o habeas corpus o sigilo da correspondência
Em qualquer parte da cidade um homem e uma mulher amam-se ilegalmente
espreitam a rua pelo intervalo das persianas
beijam-se soluçam baixo e enfrentam a hostilidade nocturna
É preciso encontrá-los
É indispensável descobri-los
Escutem cuidadosamente a todas as portas antes de bater
É possível que cantem
Mas defendam-se de entender a sua voz
Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
Lhe lembravam a infância
Campos verdes floridos Água simples correndo A brisa nas montanhas

Foi condenado à morte é evidente
É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo assim desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta

Impõe-se sistematizar as buscas Não vale a pena procurá-los
nos campos de futebol no silêncio das igrejas nas boîtes com orquestra privativa
Não estarão nunca aí
Procurem-nos nas ruas suburbanas onde nada acontece
A identificação é fácil
Onde estiverem estará também pousado sobre a porta
um pássaro desconhecido e admirável
ou florirá na soleira a mancha vegetal de uma flor luminosa
Será então aí
Engatilhem as armas invadam a casa disparem à queima roupa
Um tiro no coração de cada um
Vê-los-ão possivelmente dissolver-se no ar Mas estará completo o esconjuro
e podereis voltar alegremente para junto dos filhos da mulher

Mais ai de vós se sentirdes de súbito o desejo de deixar correr o pranto
Quer dizer que fostes contagiados Que estais também perdidos para nós
É preciso nesse caso ter coragem para desfechar na fronte
o tiro indispensável
Não há outra saída A cidade o exige
Se um homem de repente interromper as pesquisas
e perguntar quem é e o que faz ali de armas na mão
já sabeis o que tendes a fazer Matai-o Amigo irmão que seja
matai-o Mesmo que tenha comido à vossa mesa e crescido a vosso lado
matai-o Talvez que ao enquadrá-lo na mira da espingarda
os seus olhos vos fitem com sobre-humana náusea
e deslizem depois numa tristeza líquida
até ao fim da noite Evitai o apelo a prece derradeira
um só golpe mortal misericordioso basta
para impor o silêncio secreto e inviolável

Procurem a mulher e o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência

Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua
No inquérito oficial atónito afirmou
que o homem e a mulher tinham estrelas na fronte
e caminhavam envoltos numa cortina de música
com gestos naturais alheios Crê-se
que a situação vai atingir o climax
e a polícia poderá cumprir o seu dever

Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
A voz do locutor definitiva nítida
Manchetes cor de sangue no rosto dos jornais

É PRECISO ENCONTRÁ-LOS ANTES QUE SEJA TARDE

Já não basta o silêncio a espera conivente o medo inexplicado
a vida igual a sempre conversas de negócios
esperanças de emprego contrabando de drogas aluguer de automóveis
Já não basta ficar frente ao copo vazio no café povoado
ou marinheiro em terra a afogar a distância
no corpo sem mistério da prostituta anónima
Algures no labirinto da cidade um homem e uma mulher
amam-se espreitam a rua pelo intervalo das persianas
constroem com urgência um universo do amor
E é preciso encontrá-los E é preciso encontrá-los

Importa perguntar em que rua se escondem
em que lugar oculto permanecem resistem
sonham meses futuros continentes à espera
Em que sombra se apagam em que suave e cúmplice
abrigo fraternal deixam correr o tempo
de sentidos cerrados ao estrépito das armas
Que mãos desconhecidas apertam as suas
no silêncio pressago da cidade inimiga

Onde quer que desfraldem o cântico sereno
rasgam densos limites entre o dia e a noite
E é preciso ir mais longe
destruir para sempre o pecado da infância
erguer muros de prisão em circulos fechados
impor a violência a tirania o ódio

Entretanto das esquinas escorre em letras enormes
a denúncia total do homem e da mulher
que no bar em penumbra numa tarde de chuva
inventaram o amor com carácter de urgência

COMUNICADO GOVERNAMENTAL À IMPRENSA

Por diversas razões sabe-se que não deixaram a cidade
o nosso sistema policial é óptimo estão vigiadas todas as saídas
encerramos o aeroporto patrulhamos os cais
há inspectores disfarçados em todas as gares de caminhos de ferro

É na cidade que é preciso procurá-los
incansavelmente sem desfalecimentos
Uma tarefa para um milhão de habitantes
todos são necessários
todos são necessários
Não se preocupem com os gastos a Assembleia votou um crédito especial
e o ministro das Finanças
tem já prontas as bases de um novo imposto de Salvação Pública

Depois das seis da tarde é proibido circular
Avisa-se a população de que as forças da ordem
atirarão sem prevenir sobre quem quer que seja
depois daquela hora Esta madrugada por exemplo
uma patrulha da Guarda matou no Cais da Areia
um marinheiro grego que regressava ao seu navio

Quando chegaram junto dele acenou aos soldados
disse qualquer coisa em voz baixa e fechou os olhos e morreu
Tinha trinta anos e uma família à espera numa aldeia do Peloponeso
O cônsul tomou conhecimento da ocorrência e aceitou as desculpas
do Governo pelo engano cometido
Afinal tratava-se apenas de um marinheiro qualquer
Todos compreenderam que não era caso para um protesto diplomático
e depois o homem e a mulher que a policia procura
representam um perigo para nós e para a Grécia
para todos os países do hemisfério ocidental
Valem bem o sacrifício de um marinheiro anónimo
que regressava ao seu navio depois da hora estabelecida
sujo insignificante e porventura bêbado

SEGUE-SE UM PROGRAMA DE MÚSICA DE DANÇA

Divirtam-se atordoem-se mas não esqueçam o homem e a mulher
Escondidos em qualquer parte da cidade
Repete-se é indispensável encontrá-los
Um grupo de cidadãos de relevo ofereceu uma importante recompensa
destinada a quem prestar informações que levem à captura do casal fugitivo
Apela-se para o civismo de todos os habitantes
A questão está posta É preciso resoIvê-la
para que a vida reentre na normalidade habitual
Investigamos nos arquivos Nada consta
Era um homem como qualquer outro
com um emprego de trinta e oito horas semanais
cinema aos sábados à noite
domingos sem programa
e gosto pelos livros de ficção cientifica
Os vizinhos nunca notaram nada de especial
vinha cedo para casa
não tinha televisão,
deitava-se sobre a cama logo após o jantar
e adormecia sem esforço

Não voltou ao emprego o quarto está fechado
deixou em meio as «Crónicas marcianas»
perdeu-se precipitadamente no labirinto da cidade
à saída do hotel numa tarde de chuva
O pouco que se sabe da mulher autoriza-nos a crer
que se trata de uma rapariga até aqui vulgar
Nenhum sinal característico nenhum hábito digno de nota
Gostava de gatos dizem Mas mesmo isso não é certo
Trabalhava numa fábrica de têxteis como secretária da gerência
era bem paga e tinha semana inglesa
passava as férias na Costa da Caparica.

Ninguém lhe conhecia uma aventura
Em quatro anos de emprego só faltou uma vez
quando o pai sofreu um colapso cardíaco
Não pedia empréstimos na Caixa Usava saia e blusa
e um impermeável vermelho no dia em que desapareceu

Esperam por ela em casa: duas cartas de amigas
o último número de uma revista de modas
a boneca espanhola que lhe deram aos sete anos
Ficou provado que não se conheciam
Encontraram-se ocasionalmente num bar de hotel numa tarde de chuva
sorriram inventaram o amor com carácter de urgência
mergulharam cantando no coração da cidade

Importa descobri-los onde quer que se escondam
antes que seja demasiado tarde
e o amor como um rio inunde as alamedas
praças becos calçadas quebrando nas esquinas

Já não podem escapar Foi tudo calculado
com rigores matemáticos Estabeleceu-se o cerco
A policia e o exército estão a postos Prevê-se
para breve a captura do casal fugitivo
(Mas um grito de esperança inconsequente vem
do fundo da noite envolver a cidade
au bout du chagrin une fenêtre ouverte
une fenêtre eclairée)
Daniel Filipe



14/02/2010

Entrudo e amores eu tenho

13/02/2010

ENTRUDO à portuguesa


A IMAGEM MAIS OUSADA no "Carnaval" nacional.


Aqui dou uma bruxa boa

já que o palhaço


( que o pais leva dentro) é do piorio !!!...




Com a devida vénia e agradecimento ao jornal Expresso on-line que proporcionou criar esta montagem .

07/02/2010

no dia 5 de Fevereiro - Funcionários públicos em Lisboa


30 mil manifestaram-se por melhorias salariais.

E disseram !
Não ao congelamento de salários inferiores a mil euros , e contra o aumento da idade da aposentação ....

A lei obriga a trabalhar até aos 65 anos de idade e penaliza quem se aposentar antes dessa data com um agravamento de desconto a quem o solicitar...
Esta alteração que já vem de trás ...A partir de 2015, os funcionários públicos passam a reformar-se com 65 anos de idade e 40 anos de carreira contributiva (em vez dos 60 anos e 36 de serviço).

Esse estatuto também mantém a possibilidade dos funcionários públicos anteciparem a idade de reforma, desde que tenham o tempo de serviço completo, penalizando a respectiva pensão em 4,5 por cento por cada ano de antecipação.

Podemos vir a conviver com funcionários públicos num futuro próximo !...
obrigados a trabalhar apoiados em bengala, cancerosos e com demais maleitas !



04/02/2010

REUNIU o CONSELHO de ESTADO

30/01/2010

Homenagem a um Homem Bom



Francisco Canais Rocha

Nasceu em Torres Novas, em 17 de Janeiro de 1930.

Começou a trabalhar após a instrução primária como marceneiro, na empresa de Alberto Sepodes, e carpinteiro de moldes, nas metalúrgicas Lourenço & Irmão e Costa Nery. Mais tarde faria o curso dos liceus, a licenciatura em História e o Mestrado de História Contemporânea.

Desde muito novo ligou-se aos movimentos sociais, políticos e associativos de Torres Novas.

Em 1952 foi preso pela primeira vez pela polícia política e, depois de libertado, retoma a luta política e sindical em Torres Novas.

Foi fundador e dirigente da Associação Amigos de Torres Novas em Lisboa; em 1996 funda a ARPE, de que foi presidente. Em1998, funda a Federação dos Reformados do Ribatejo, de que é presidente e, em2002, a União das Colectividades e Associações de Torres Novas, de que também foi presidente. Participou ainda na fundação da AGIR e da Associação Casa Memorial Humberto Delgado.

AQUI

26/01/2010

Vidigueira, um exemplo de Gestão Solidária









Para os que pensam que tudo está feito e que a economia, esteja ou não em crise, não suporta alterações capazes de viabilizar maior justiça social, fica o exemplo da Câmara Municipal da Vidigueira que decidiu subir de escalão os 40 trabalhadores que, ao seu serviço, auferiam o salário mínimo nacional... demagogia? Não, de todo!... porque, para não desequilibrar as contas do Município, a instituição reduziu em 10% o salário de todo o Executivo, incluindo o do seu Presidente. Notável!... pela coragem política, a honestidade solidária e a inteligência de gestão da economia social.

Copiei aqui :-http://aregradojogo.blogs.sapo.pt/402924.html

FOTOGRAFIA especial - 18 Mil homens homenageiam LIBERDADE

Colocada na WEB para conhecimento de todos.

Esta foto foi tirada em 1918.

São 18.000 homens preparando-se para a guerra num acampamento de treinos em Camp Dodge, no Iowa.

Dados da Foto

● Base de Ombro: 150 metros

● Braço Direito: 340 metros

● Parte mais larga do braço segurando tocha: 12 ,5 metros

● Polegar direito: 35 metros

● Parte mais espessa do corpo: 29 pés

● Mão esquerda comprimento: 30 pés

● Face: 60 pés

● Nariz: 21 pés

● Longest Spike pedaço de cabeça: 70 pés

● Tocha e chama combinado: 980 metros

● Número de homens na chama da tocha: 12.000

● Número de homens na tocha: 2.800

● Número de homens no braço direito: 1.200

● Número de homens no corpo, cabeça e equilíbrio da figura apenas: 2.000

Total de homens: 18.000

16/01/2010

Não esquecemos Torga ...Nem a farsa do Aquecimento Global ...

Aos Poetas

Somos nós

As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...

Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.

Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!

E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestreis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!

Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!

Miguel Torga

De tanto olhar o sol

De tanto olhar o sol, /queimei os olhos, /De tanto amar a vida enlouqueci. /Agora sou no mundo esta negrura. /À procura /Da luz e do juízo que perdi.

Miguel Torga

Amanhã dia 17, teremos decorridos 15 anos de memória de Miguel Torga ...Um poeta que marca a minha geração... J/cV

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A FARSA do Aquecimento Global - Será???

Onde está e anda a verdade ?
Segundo uns cientistas __ O CO2 claramente não pde ser a causa das mudanças na temperatura do planeta ...
segundo outros, A actividade do SOl é que será a responsável por mudanças no clima ...
Lemos comentários :-
“ Não será mais uma maneira que os países com grande desenvolvimento querem frear o desenvolvimento de quem quer crescer como os países africanos. ? “
Depois também podem ser ouvidos os novos ambientalistas – bio esquerdistas, e será apenas um desvio de doutrinação anti-capitalista … !

AQUI

http://www.youtube.com/watch?v=RDzuXPM1W3k&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=xRX6NguImAE&NR=1


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15/01/2010

1.500.015 de Quilómetros


UM BOM ANO 2010

Pode ser que alguns não estejam contabilizados por terem sido feitos acidentalmente em carros de amigos, familiares e instituições, mas ao volante de :-

Opel rekord olimpia ;

Citroen 2 Cv;

Austin 1300;

Fiat 850;

Ford Transit MK1 ,

Fiat 1200;

Fiat 127- 900 C;

Toyota Hiace 9 Lugares;

Peugeot 206;

Fiat Uno 1.1 e Suzuki Maruti . ultrapacei o Milhão e meio de quilómetros.

Para comemorar de forma simples e a sós, abri uma garrafa de Dão, adega de Mangualde de 2002 a acompanhar os bifinhos com cogumelos.

E assim, após um milhão e meio percorrido, com 2 acidentes de menor monta. Um despiste a 90 Kmh e um choque traseiro por falta de atenção. Somo também duas coimas – uma de excesso de velocidade em limite urbano e uma de estacionamento.

Amante de transportes públicos … A partir de Hoje, continuo a conduzir mas não volto a contar quilómetros !